Eve Castelo Branco

Entrevista

Nos fale um pouco de seu percurso artístico antes de começar a trabalhar para o Cirque du Soleil:

Eu pratico diversos estilos de dança desde os oito anos de idade. Meu passado artístico foi principalmente baseado no movimento, na improvisação e na interpretação em dança moderna. Participei também de campeonatos internacionais de drum corps, o que me levou a me apresentar diante de milhares de espectadores e a viajar.

  • Eve Castelo Branco
  • Canadá
  • Dança
Quando você se reuniu à equipe do Cirque du Soleil?

Em 2005, imediatamente após ter saído da escola, Les Ateliers de Danse Moderne de Montréal inc. (LADMMI). Eu participei da criação de DELIRIUM e continuo fazendo parte da equipe de turnê.

Como aconteceu seu primeiro contato com o Cirque? Qual era o contexto?

Em de maio de 2005, Gillian Ferrabee estava presente ao espetáculo de formatura dos alunos da LADMMI e ela me convidou para fazer uma audição para o show LOVE. Pouco depois, o Cirque du Soleil me ofereceu um papel… porém, em DELIRIUM!

Nos fale sobre sua audição, formação ou oficina.

Durante minha audição, eu representei personagens, fiz improvisações e dancei muito. Como em todas as audições, a experiência foi exaustiva, mas foi também um momento excepcional que eu nunca esquecerei.

Como foi a sua integração (em Montreal ou a um espetáculo)?

Minha integração foi maravilhosa. Era como mergulhar de cabeça num universo onde o sonho se mistura às idéias grandiosas e onde se encontram artistas vindos do mundo inteiro. E como o espetáculo foi criado em Montreal, eu podia viver perto da minha casa, rodeada de minha família e meus amigos.

De que maneira fazer parte de um espetáculo do Cirque du Soleil permite que você se exprima em sua disciplina?

DELIRIUM dá aos dançarinos uma grande possibilidade de improvisação e exploração no palco e eu adoro isto. Eu danço em quase todos os números que são, diga-se de passagem, muito variados: dança urbana, dança africana, tango, etc.

Eu faço também parte de um número aéreo desde o início de 2007. Eu fiz uma formação em tecido aéreo com Émilie Therrien. Este é um elemento adicional, além da dança, com o qual eu me divirto no palco.

Do que é que você gosta mais como membro do Cirque du Soleil?

Eu adoro viajar, ver novas paisagens, encontrar pessoas de todos os lugares. DELIRIUM muda de cidade regularmente, uma ou duas vezes por semana, o que me permite ver e visitar muitas cidades! Eu adoro isto. Porém, o que é também muito excitante, é poder participar de um espetáculo todas as noites diante de milhares de pessoas. Isto é extraordinário!

Como foi a transição de sua carreira anterior a seu papel atual no Cirque?

Como eu fui recrutada pelo Cirque du Soleil praticamente ao terminar meus estudos, eu considero que a transição foi fácil e rápida.

Por que você recomendaria a um artista de se tornar membro do Cirque?

Ser artista no Cirque du Soleil oferece a oportunidade de encontrar pessoas do mundo inteiro. Temos a oportunidade de viajar e viver coisas extraordinárias. Acima de tudo, nós fazemos aquilo de que gostamos mais! O que mais a gente pode querer?

Como é a vida numa turnê?

Às vezes, a vida de turnê é difícil. A gente muda de cidade tantas vezes que nunca tira realmente as coisas de nossas malas. Porém, por outro lado, posso dizer que a turnê é uma experiência única que eu aprecio enormemente.