J.F. Brissette

Entrevista

Realização atlética ou artística mais importante antes de começar a trabalhar para o Cirque du Soleil:

Eu fui produtor, arranjador e músico para o CD Fratata! de Brigitte Leclerc.

Nos fale um pouco de seu percurso atlético, acrobático ou artístico antes de começar a trabalhar para o Cirque du Soleil:

Eu era músico freelancer no Quebec desde 1980, com uma formação em guitarra clássica e em teoria da música. Após ter começado a praticar minha profissão, fiz alguns cursos de jazz na Universidade McGill e estudei um ano no Musicians' Institute de Los Angeles. Eu passei cinco anos em Los Angeles como baixista e arranjador freelancer.

  • J.F. Brissette
  • Canadá
  • Baixo elétrico
  • "O"
Quando você começou a trabalhar para o Cirque du Soleil?

Em julho de 1993.

Como aconteceu seu primeiro contato com o Cirque? Qual era o contexto?

Em 1992, alguns músicos de Saltimbanco tinham me recomendado e eu encontrei René Dupéré antes de uma apresentação em Costa Mesa, na Califórnia. René estava à procura de músicos para a criação de Mystère.

Nos fale sobre sua audição, formação ou oficina.

Eu me inscrevi e como eu tocava ritmos de base de diversos estilos, enviei tudo a Montreal. Eu imagino que eles gostaram do que ouviram, pois recebi uma carta com um contrato pouco depois.

Como foi sua integração em Montreal e ao espetáculo?

Este foi um período muito estimulante e criativo. Eu aprendia músicas novas e tocava com músicos que não conhecia. Passamos cerca de dois meses em Montreal aprendendo canções como parte do processo de criação, que começou mais tarde no mesmo ano em Las Vegas (em setembro de 1993).

De que maneira fazer parte de um espetáculo do Cirque du Soleil permite que você se exprima em sua disciplina?

Especialmente durante a criação, podemos contribuir diretamente para o processo comunicando nossas idéias. À medida que a música se desenvolve e se estabelece como parte integrante do espetáculo, cada músico acaba acrescentando sua própria contribuição à música. Este é um processo muito natural.

Do que é que você gosta mais como membro do Cirque du Soleil?

Do impacto que damos na vida das pessoas. As pessoas vêm ver nosso espetáculo e saem geralmente surpresos e muitas vezes até inspirados pelo que assistiram e ouviram. Eu adoro ouvir os risos, os aplausos e as expressões de admiração, os «oh» e os «ah» do público durante a apresentação. Eles nos transmitem muita energia positiva.

Como foi a transição de sua carreira anterior a seu papel atual no Cirque?

Tudo aconteceu muito bem. Antes de vir trabalhar com o Cirque, eu trabalhei como músico freelancer cerca de 10 anos. Por isso, eu estava acostumado a tocar com diversos tipos de músicos. A única mudança foi fazer parte de um mesmo grupo, de crescer com eles e com a música. Eu gostei muito disso.

Por que você recomendaria a um artista de se tornar membro do Cirque?

Foi uma experiência única de várias maneiras. A gente interage com pessoas do mundo inteiro, o que permite aprender muito sobre si mesmo

Como é a vida em Las Vegas?

Eu me adaptei muito facilmente à vida em Las Vegas. A cidade cresceu muito desde que cheguei aqui em 1993. Las Vegas tem muito a oferecer além da Strip.