Julia Lopatkina

Entrevista

Realização atlética mais importante antes de começar a trabalhar para o Cirque du Soleil:

Eu ganhei o campeonato do mundo em 1999, 2000, 2002 e 2004, o campeonato da Europa em 2001 e 2003, os jogos mundiais em 1997 e 2001, e o campeonato nacional em 1997 e, em seguida, de 1999 a 2004.

Nos fale um pouco de seu percurso atlético antes de se reunir à equipe do Cirque du Soleil:

Faço ginástica acrobática desde os sete anos de idade e minha disciplina principal era a dupla feminina. Num espaço de sete anos, minha parceira Anna Mokhova (que agora faz parte de Quidam) e eu ganhamos o campeonato do mundo e o campeonato da Europa duas vezes como membros da equipe nacional da Rússia. Nós tivemos a sorte de trabalhar com os melhores treinadores e atletas durante toda nossa carreira. Além disso, obtive um bacharelado em treinamento em esportes acrobáticos. Eu diria que a acrobacia é minha vida!

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Quando você começou a trabalhar para o Cirque du Soleil?

Eu comecei a trabalhar para o Cirque du Soleil durante o treinamento geral em Montreal, em 2005. Pouco depois, em 2006, fui convidada a me reunir à trupe de «O», em Las Vegas.

Como aconteceu seu primeiro contato com o Cirque? Qual era o contexto?

Eu ouvi falar do Cirque du Soleil pela primeira vez em 1999. Naquela época, eu fazia um treinamento sério e não imaginava de jeito nenhum que um dia me tornaria artista do Cirque du Soleil. Porém, seis meses depois de ter terminado minha carreira de atleta profissional em 2005, eu aceitei um convite para participar do treinamento geral, em Montreal.

Nos fale sobre sua audição, formação ou oficina.

Se tornar artista, e não simplesmente atleta, foi à coisa a mais difícil. Aprender a combinar as figuras e a emoção, dever exprimir mais que somente uma acrobacia e me abrir a alguma coisa de novo têm representado um desafio maravilhoso. Além disso, explorar a apresentação teatral, a dança e o canto, como também aprender a me maquilar eram coisas novas e muito interessantes.

Como foi a sua integração em Montreal e ao espetáculo?

No começo, eu observava tudo ao meu redor para poder aprender. Em seguida, tive que aprender aos poucos novas figuras, coreografias e sinais. Foi somente depois de ter assimilado tudo isto que eu pude participar do espetáculo. O treinamento geral em Montreal foi muito útil para mim.

De que maneira fazer parte de um espetáculo do Cirque du Soleil permite que você se exprima em sua disciplina?

Quando se faz parte de um espetáculo do Cirque du Soleil, a gente assume a importante responsabilidade de ser o melhor naquilo que fazemos. Eu tento constantemente aprender coisas novas dos artistas que me rodeiam.

Do que é que você gosta mais como membro do Cirque du Soleil?

Para mim, é o sentimento de fazer parte de uma grande família de circo, como também ter a oportunidade de trabalhar com profissionais da minha área, interagir com pessoas interessantes de diversas nacionalidades e fazer algo que adoro.

Como foi a transição de sua carreira anterior a seu papel atual no Cirque?

Quando nós terminamos a carreira esportiva, a gente se diz que não viveremos nunca mais emoções tão fortes quanto as que vivemos no pódio ao pendurar uma medalha no pescoço. Mas, isso não é verdade! O Cirque du Soleil me deu a oportunidade de continuar minha carreira, porém num novo papel. A transição não foi muito difícil, pois continuei a praticar minha atividade preferida.

Por que você recomendaria a um artista de se tornar membro do Cirque?

É uma oportunidade única experimentar coisas novas, descobrir um novo leque de emoções, habilidades e impressões. É uma ocasião de iniciar uma nova vida palpitante!

Como é a vida em Las Vegas?

Las Vegas é uma cidade bonita e grande. Ela é diferente das outras cidades que visitei. Podemos encontrar pessoas do mundo inteiro, o que dá uma energia diferente à cidade. Eu adoro viver e trabalhar aqui!