Dominic Champagne

Nos últimos 20 anos, Dominic Champagne, artista proativo e super talentoso, dramaturgo, diretor, roteirista e ator, assim como co-fundador e diretor artístico do Théâtre Il Va Sans Dire, destacou-se em centenas de shows, tanto nos palcos como na televisão. Entre suas produções teatrais, estão LOVE, L'Odyssée (The Odyssey), Don Quichotte (Don Quixote), Cabaret Neiges Noires (Black Snow Cabaret) e La Cité Interdite (The Forbidden City), bem como as séries de televisão “Les Grands Procès” (“The Great Court Cases”) e “Le Plaisir croît avec l'usage“ (“Familiarity Breeds Enjoyment”).

Para o Cirque du Soleil, além do LOVE, criado em colaboração com os Beatles, em 2006, ele dirigiu Varekai, em turnê mundial desde 2002, e Zumanity,apresentado em Las Vegas desde 2003. Na televisão, além de adaptar muitas de suas próprias peças, Dominic ainda atuou em diversas séries teatrais e shows, incluindo “Les grands procès,” “Le plaisir croît avec l'usage,” comemorações do dia de São João Batista, cerimônia de abertura dos Jogos Francofônicos, “Tous unis contre le SIDA” (“United Against AIDS”), cerimônia de premiação teatral “Soirée des Masques” e mais.

Desde sua graduação, na Escola de Teatro Nacional do Canadá (National Theatre School of Canada), ele já ganhou inúmeros prêmios por seu trabalho, incluindo Order of Canada, Gémeau (por melhor direção e melhor roteiro dramático), prêmio Masque, por melhor adaptação e satisfação do público, Prêmio da Crítica (Critics' Prize), bem como o Grande Prêmio da Comunidade Urbana de Montreal (Montreal Urban Community's Grand Prize) pelo teatro. O CD de LOVE, no qual ele está trabalhando, recebeu dois Grammy Awards, incluindo o prêmio de Melhor álbum de Trilhas Sonoras.

Dominic faz parte de diversos grupos de pesquisas artísticas, associações e diretorias. Ele também já lecionou e deu palestras na Escola Nacional de Teatro, no Conservatório de artes dramáticas de Montreal (Conservatoire d'art dramatique de Montréal), na Universidade de Concórdia, na Universidade de Princeton e em outros lugares.

O jornal La Presse e a Radio-Canada reconheceram o talento infindável de Dominic Champagne ao nomeá-lo “Personalidade do ano de 2006,”

  • Dominic Champagne
  • Montreal
  • Diretor

Qual é a sua abordagem com os atores ao trabalhar nos projetos do Cirque du Soleil?

Começo a criar meus shows tentando explicar a mim mesmo o esquema de uma história ou o procedimento de um ritual. Toda a trajetória da narrativa desse esquema ou procedimento se torna a minha orientação, e os personagens que atuam ali são os meus guias. Portanto, os atores são a chave para esse novo universo esperando pela criação.

Qual e a parte mais interessante de se trabalhar com atores de diferentes estilos de vida e experiências culturais? Quais são os desafios?

No Cirque du Soleil, o palco é o ponto de encontro dessas diferentes culturas e tradições. Combinar diferentes talentos, com diferentes experiências culturais, gera uma produção infinitamente rica. é um lugar cheio de surpresas e novas experiências, além de propiciar um desafio privilegiado de se tornar um verdadeiro cidadão do mundo. Além disso, o palco se torna a embarcação que navega por uma fabulosa odisséia humana.

Como você poderia descrever a sua filosofia criativa?

Eu reúno artistas de acordo com a minha idéia para o show, o que, de certa forma, é uma utopia para a qual todos nós tentamos dar o melhor de nós mesmos; meu desejo é de encantar as pessoas com o poder desse sonho, inspirando todos nós a nos tornarmos melhores seres humanos. Eu acho que, para um ator, o ato de se entregar para um show é tanto uma obrigação quanto um privilégio. E não há nada melhor do que oferecer o que temos de melhor.

De que forma você vê o papel desempenhado pelos atores no Cirque du Soleil ?

Quando um ator, por meio de sua presença e interpretação, se empenha ao máximo, ele se torna o vínculo mais fascinante na relação com o público, com a impossível utopia e poder de oferecer uma história grandiosa no palco.

O que você considera ser o maior estímulo ao trabalhar em colaboração com o Cirque du Soleil?

As possibilidades infinitas de um sonho. O privilégio de estar no centro de tantos desafios. O pensamento de um enorme público que exige uma linguagem universal e . . perfeição!

Que conselho você daria a um futuro ator doCirque du Soleil?

Criar um papel no Cirque du Soleil é como escalar o Monte Everest. é um desafio gigantesco, uma jornada inebriante, um vislumbre de horizontes novos e ilimitados, uma sensação de orgulho e satisfação que estão no mesmo nível dos esforços heróicos depositados em um trabalho. Mas essa jornada deve ser criada passo a passo; a real sensação de admiração aparece quando você olha para dentro de si mesmo a ponto de trazer todo o seu brilho lá de dentro. Portanto,. . . seja você mesmo e divirta-se!