
- François Girard
- Montreal
- Diretor de Palco e Filmagem

Qual a abordagem com a qual os atores trabalham nos projetos do Circo?
Seja no
Cirque du soleil ou em qualquer outro lugar, minha abordagem é
sempre a mesma: Eu me pergunto quem são eles, como eles trabalham e o que
os estimulam. Mas o método é difere com relação a
cada artista, cada cantor, e por aí vai. É o diretor de palco que
precisa se adaptar ao artista, e não o contrário.
Qual o aspecto mais interessante de se trabalhar com atores que trazem
experiências de vida diferentes e que têm diferentes etnias? Quais
são os desafios?
Estou acostumado a trabalhar com artistas de todos os lugares. Eu acho fascinante
ver as diferentes formas de como uma pessoa consegue aprender algo, absorvendo
tantos métodos e influências diferentes. Quanto a isso, sinto que
estou bem preparado para uma produção do Circo.
Como vc poderia descrever a sua filosofia criativa?
Eu gosto de começar com uma idéia, um texto, ou um personagem
que eu mesmo interprete. Tento ser um jardineiro plantando uma semente e ajudando-a
a crescer com água e luz. Posso fazer com que a semente vire uma árvore,
mas não posso decidir qual árvore será. Todo o mistério
da semente. Tudo o que você precisa fazer é cavar um pouco antes,
para que se possa ver a luz. É assim...
De que forma você vê o papel desempenhado pelos atores
e o papel de se atuar no Cirque du soleil?
O maior sucesso do Circo pode ser atribuído à combinação
da acrobacia e da dramaturgia. Quem são os atores? Quem são os
acrobatas? Qual a contribuição deles? No meu show, eu tento “Marcar”
essa linha o máximo possível, para não sabermos quem é
quem e quem contribui com o quê. Essa lição eu aprendi com
os shows de Franco Dragone.
O que você considera ser o maior estímulo ao trabalhar
em colaboração com o Cirque du soleil?
O senso de celebração; a expectativa do público por uma
aventura mágica; trabalhar no Japão, um país que amo, no
meio de uma cultura que eu considero a mais estimulante.