Laur Fugère

Laur canta profissionalmente há mais de 30 anos e teve papéis importantes em grandes produções como, por exemplo : Les Misérables, Cats e Jesus Cristo Superstar. Colaboradora do Cirque du Soleil desde 1993, ela é atualmente diretora musical de um espetáculo sendo criado para ser apresentado na Expo Zaragoza na Espanha em meados de 2008.

  • Laur Fugère
  • Montreal
  • Cantora – Professora de canto

«A energia da música me fascina, seu poder deflagrador e sua força positiva têm me incentivado a percorrer o vasto espectro dos gêneros musicais. Neste périplo nômade, sons, aprendi a dominar numerosos estilos. Assim, graças à improvisação, pude explorar terras virgens e continentes secretos.

Estas viagens me permitiram desenvolver uma abordagem única e muito pessoal do canto. A ciência fala da força vibratória do som. Eu acredito que é também uma força física, capaz de transformar o invisível e de transcender as notas não ouvidas escondidas no coração de cada ser vivo, para que elas se tornem perceptíveis.

Eu pratico a meditação há vários anos e me interesso pela utilização da voz nas culturas ancestrais para os ritos de passagem, as cerimônias de iniciação e as festas sagradas. Produzir um som, «encontrar sua voz», permite a cada um entrar em contato com sua própria natureza profunda e favorece o despertar! A voz é um reflexo da essência profunda que nos une à fonte de tudo.

Em 1988, eu fundei a companhia Sonomusa e obtive, em 2003, uma bolsa do Conselho das Artes e Letras do Quebec para a pesquisa e o desenvolvimento de minha criação The Vibration of Wisdom, uma viagem ao universo dos sons, um convite a retomar o contato com a respiração, ao mesmo tempo símbolo e fonte de toda vitalidade. Esta pesquisa me levou também à produção do álbum First Take onde tive um imenso prazer entrelaçando minha voz ao som muito especial de um dos mais antigos instrumentos do mundo, o didjeridoo.

Meu interesse pela natureza vibratória e os poderes transformadores do som têm me levado a estudar a polaridade com John Beaulieu, autor da obra The Healing Power of Sound. Fiz também uma formação com Gabrielle Roth, xamã, dançarina e diretora de teatro, muito conhecida pelo seu sistema de cinco ritmos, que permite uma melhor encarnação da voz.

Atualmente, estou trabalhando como diretora musical do espetáculo Le Réveil du Serpent, do Cirque du Soleil, que será apresentado na Expo Zaragoza, na Espanha em meados de 2008, como parte de uma exposição internacional sobre o tema da água e do desenvolvimento durável. Minha colaboração com o Cirque du Soleil, que começou em 1993, tem me dado a oportunidade de viajar pelo mundo inteiro; antes de tudo como cantora, mas também como professora de canto, avaliadora e consultora.

A voz, como linguagem universal e objeto de inspiração, ocupa um lugar indispensável nas fabulosas viagens que são os shows do Cirque du Soleil. Ao se inspirar de todos os folclores do patrimônio mundial, o Cirque du Soleil exige flexibilidade, tanto física quanto moral, e abertura de espírito de suas cantoras e cantores. É necessário saber mostrar disciplina e ter um estilo de vida que favoreça o desenvolvimento do instrumento vocal de cada um. Cantar para o Cirque du Soleil representa um desafio enorme, mas também uma oportunidade única de realização artística e pessoal.

Eu adoro comunicar minha paixão ao público. Também fico feliz de contribuir ao progresso e à realização do potencial dos cantores e cantoras que tenho o privilégio de acompanhar em seu processo de formação, compartilhando com eles os frutos da minha própria evolução.