Luc Tremblay

Entrevista

De 1986 a 1996, Luc foi diretor artístico e coreógrafo oficial da companhia Danse Partout. Sob sua direção, a companhia realizou muitos projetos criativos e fez várias turnês e recebeu o prêmio Prix Ville de Québec numa cerimônia na cidade de Quebec em 1991. Luc Tremblay foi nomeado diretor geral da companhia em 1994 e começou a trabalhar no projeto do centro de coreografia contemporânea da cidade de Quebec, La Rotonde, inaugurado oficialmente em 1996.

  • Luc Tremblay
  • Montreal
  • Coreógrafo e educador

Desde 1980, Luc Tremblay produziu mais de 40 coreografias para companhias profissionais de dança, teatro e circo, e para escolas de dança. Muitas destas coreografias têm sido apresentadas em turnês no Canadá e outros países. Suas coreografias La Débâcle, Mirages e Le charme persiste mais n'opère plus para a companhia Danse Partout, e sua direção coreográfica e teatral de ÉCHOS para a nova companhia de circo les gens d’R, em particular, ajudaram Luc a estabelecer uma reputação internacional sólida com o público e a crítica.

Como professor, Luc é respeitado e tem ensinado em muitas instituições nacionais e internacionais importantes.

Desde 1999, ele tem trabalhado como treinador e supervisor artístico, e diretor artístico para os shows La Nouba, DELIRIUM e KOOZA.

Qual é seu método de trabalho com os dançarinos nos projetos do Cirque du Soleil?

Como eu também sou dançarino, estou sempre à procura de melhores maneiras para destacar a participação dos dançarinos nos show do Cirque du Soleil e para ajudá-los a se integrarem ao mundo do circo.

Qual é o aspecto mais interessante em seu trabalho com dançarinos de origens e nacionalidades tão diversas?

Em minha opinião, esta mistura de nacionalidades sempre tem ajudado a estabelecer um ambiente criativo no Cirque du Soleil e isto é verdade também para os dançarinos. Estamos vendo um diálogo cada vez maior entre culturas, artistas e estilos criativos vindos de países diferentes o que cria um ambiente muito propício ao surgimento de novas formas artísticas.

Como você descreveria sua filosofia criativa?

Para mim, é essencial observar de perto os artistas com quem trabalho para conhecer bem suas personalidades e seus pontos fortes e fracos. Isto me permite aproveitar ao máximo os talentos e as contribuições de cada um deles ao processo criativo.

Em sua opinião, qual o papel da dança no Cirque du Soleil?

A dança está desempenhando um papel cada vez mais importante em nossos espetáculos. Estamos utilizando um número sempre crescente de dançarinos, enquanto que antes, a maioria dos artistas em nossa trupe eram acrobatas. Em DELIRIUM, por exemplo, os dançarinos são maioria.

Do ponto de vista criativo, a dança nos oferece uma paleta mais rica e diversa tornando mais complexo o conjunto de movimentos que utilizamos em nossos espetáculos.

Do que é que você mais gosta em seu trabalho para o Cirque du Soleil?

No Cirque du Soleil, a excelência é uma meta diária. Você tem que saber como manter seu trabalho sempre novo e criativo. Você tem que saber como trabalhar em equipe. Além disso, o Cirque du Soleil está se tornando um ponto de encontro importante, um fórum onde artistas e acrobatas de todas as origens podem trocar experiências e dialogar.