Mia Michaels

Dos palcos para a tela, Mia transformou a dança em um trabalho inspirador de paixão e beleza. Entre alguns de seus créditos, estão a coreografia do show "A New Day", de Céline Dion, (Nomeado ao Emmy de 2004 por “Celine in Las Vegas: Opening Night Live!”na CBS), da turnê mundial “Taking Chances”, também de Céline Dion (segmento) e da turnê mundial “DELIRIUM”, do Cirque du Soleil’. Além disso, ela ainda criou trabalhos para diversos artistas renomados, como Madonna, Ricky Martin, Gloria Estefan, Anna Vissi e Prince.

Na televisão, Mia é jurada e coreógrafa colaboradora do programa “So You Think You Can Dance”, da Fox. Há pouco tempo, ela recebeu o prêmio Emmy por seu trabalho “Calling You”, na SYTYCD. Outro trabalho, na televisão, foi “Cool Women”, para a AMC/DreamWorks Television, além de comerciais para a Visa, a Bacardi, a Ziploc, a Coldwell Banker, a Philadelphia Cream Cheese, a Pepsi e a Star TV.

Entre os créditos em teatros e concertos de Mia, podemos citar o fato de ela ser Fundadora, Diretora Artística e Coreógrafa de “Mia Michaels RAW”, participar da produção do Paper Mill Playhouse de “Hello Dolly” e das produções fora da Broadway de “If These Shoes Could Talk” e “Fort Chaffee.” Mia também criou alguns trabalhos para o Les Ballet Jazz de Montreal, Jazz Dance Chicago, Oslo Dance Ensemble, Joffrey Ballet, Kirov Academy e Jazz Theater of Amsterdam.

  • Mia Michaels
  • Los Angeles
  • Coreógrafa

Qual foi a sua abordagem criativa com os dançarinos do DELIRIUM?
Cada projeto tem seu entusiasmo exclusivo que me força a adotar uma abordagem diferente. Com o DELIRIUM, a abordagem criativa veio por trabalhar com prazos, com o formato e as limitações do palco, as músicas, o talento dos dançarinos e os diretores. Juntas, essas informações apresentaram as diretrizes para o processo criativo.

O que você considerou interessante no trabalho com dançarinos de diferentes formações?
A individualidade fornecida. Trabalhar com dançarinos com tantas formações diferentes em treinamento, estilo e cultura foi um tanto desafiador, mas engrandeceu ainda mais o meu instinto natural. Isso fez com que eu seguisse uma direção diferente, para a qual nunca havia ido.

Como você vê essa mistura entre a dança e o Cirque du Soleil? De que forma esses fatores se associam?
Creio que a maneira com que o Circo vem inserindo mais a dança em suas produções seja um grande complemento àquilo que já sugeria um ótimo entretenimento. Acaba chegando a uma outra dimensão e, como a dança recentemente passou por um processo de reinvenção, ela está multiplicando a experiência visual do público.

O que você considera estimulante ao trabalhar com o Circo?
O tamanho do projeto é muito mais denso e amplo do que a vida. É como uma criança em uma doceria. Tudo aquilo com que você sonhar se torna possível.

Qual conselho você daria aos dançarinos que desejam se unir ao Circo?
Entrem de cabeça aberta. Não é o processo criativo comum. Está muito mais ligado ao coreógrafo, ao diretor e à visão geral do Cirque du Soleil . Estejam prontos para trabalhar muito, crescer muito (metal e fisicamente) e ter muitos desafios. Vocês encontrarão muitas pessoas legais e farão parte de um maravilhoso produto final, e o Circo se tornará parte da família criativa de vocês durante muito tempo.